Ela se Casou com um Milionário Árabe e Morreu no Dia Seguinte
Teresa estava descalça na varanda de mármore frio, com o dourado do horizonte de Dubai cintilando à distância. O ar noturno era quente, perfumado com jasmim e especiarias distantes. Atrás dela, o som suave da música tradicional ecoava da festa de henna que ainda acontecia no andar de baixo. Suas mãos estavam adornadas com desenhos intrincados, e ela segurava um copo de chá de hortelã próximo aos lábios.
— Você está deslumbrante — sussurrou Eduardo, surgindo na varanda.
Ela sorriu suavemente. — Sinto como se estivesse sonhando. Nunca imaginei uma vida assim.
Ele beijou sua testa com delicadeza, mas seus braços ao redor dela estavam tensos. Teresa percebeu.
— Você está calado esta noite — disse ela, procurando seus olhos.
— Estou apenas... pensando — ele respondeu.
— Pensando em quê?
Houve uma pausa. — No para sempre.
Ela deu uma risadinha nervosa. — Não é um pensamento ruim para a véspera do seu casamento.

Mas Eduardo não riu. Ele a puxou para mais perto e a segurou como se estivesse tentando memorizar cada detalhe do seu corpo. Sua mão permaneceu em suas costas por alguns segundos a mais.
— Teresa — disse ele lentamente —, se algo acontecer… só quero que saiba que eu te amei de verdade.
Ela se afastou um pouco. — O que quer dizer com “se algo acontecer”? Eduardo, o que está tentando dizer?
Ele forçou um sorriso. — Nada, meu amor. Apenas nervosismo, talvez. Amanhã é um grande dia.
Ela quis insistir, mas hesitou. Ele a beijou mais uma vez antes de desaparecer pela suíte.
Mais tarde naquela noite, sozinha na cama, Teresa abriu seu diário.
"Eduardo está escondendo algo. Eu o amo, mas às vezes, em seus olhos… é como se estivesse com medo… ou como se estivesse se despedindo. Hoje à noite, vou perguntar a ele."
Na manhã seguinte, a luz do sol invadiu a suíte de lua de mel.
Os stylists chegaram. Os fotógrafos capturaram cada momento. Teresa caminhou até o altar com um vestido que brilhava como a luz da lua. Eduardo a esperava, os olhos fixos nela com uma intensidade que fez seu coração disparar.
— Sim, eu aceito — sussurraram os dois, com lágrimas nos olhos.
Naquela noite, na cobertura de um dos hotéis mais luxuosos de Dubai, o novo casal dançou sozinho, as risadas ecoando enquanto brindavam ao "para sempre".
Mas o para sempre não chegou.
Na manhã seguinte, os gritos de Eduardo romperam a calmaria do amanhecer. Teresa estava imóvel na cama, a pele pálida, o pulso ausente.
O quarto virou um caos de médicos, perguntas e desespero.
— Ela não tinha histórico de doenças — sussurrou uma enfermeira.
— Ela simplesmente... parou de respirar? — perguntou a mãe de Teresa, tremendo ao chegar mais tarde naquele dia.
Os médicos apenas deram de ombros.
Eduardo estava devastado. Ficou em silêncio por horas, segurando a ponta do véu de casamento de Teresa. — Ela era o meu mundo — murmurava, repetidas vezes.

Então a mãe encontrou — o diário, escondido sob camadas de seda e renda.
Ela abriu na última página e leu em voz alta, a voz embargada:
"Eduardo está escondendo algo..."
Ela paralisou.
Nas semanas que se seguiram, nenhuma causa foi descoberta. Nenhum veneno, nenhuma condição médica, nenhuma explicação que fizesse sentido. Apenas sussurros permaneceram.
Eduardo sabia de algo?
Teresa havia pressentido seu destino?
Nenhuma resposta jamais veio.
Mas às vezes, quando os ventos do deserto sopram pelas ruas de Dubai à noite, aqueles que a conheceram dizem que ainda é possível ouvir a música do seu casamento… e um sussurro que pergunta:
“Por que eu não perguntei naquela noite?”