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Homem Zomba da Esposa por "Não Fazer Nada" até Encontrar um Bilhete Depois Que a Ambulância a Leva Embora

Homem zomba constantemente da esposa dsempregada por não fazer nada, encontra uma carta após ambulância levá-la embora.

Um homem zombava de sua esposa desempregada por não fazer nada em casa e, ao voltar para casa em uma noite, percebe que ela estava desaparecida. Ao procurá-la, ele encontra uma carta e descobre que sua esposa foi levada em uma ambulância e deseja se divorciar dele.

Era uma manhã fria e brilhante de outubro — o dia que Harry aguardava para apresentar o novo aplicativo de jogos em que trabalhou dia e noite nos últimos seis meses.

Nada impediria Harry de conquistar a tão aguardada promoção e o salário de seis dígitos, se tudo saísse bem. Por isso, ele estava tão animado.

O relógio marcou oito horas quando Harry entrou na sala de jantar, com os olhos fixos no seu telefone, sem olhar para sua esposa Sara ou seus dois filhos pequenos, Cody e Sonny...

"Bom dia, querido," disse Sara.

"Bom dia, papai," disseram os meninos em coro.

Mas Harry não respondeu. Ele rapidamente pegou uma torrada, perdido em seus pensamentos sobre a apresentação que faria, e correu de volta para o quarto para se arrumar.

"Sara, onde está minha camisa branca?" A voz de Harry repentinamente ecoou do quarto, enquanto todos ainda desfrutavam do café da manhã.

"Eu acabei de colocá-la para lavar junto com as outras roupas brancas."

"O que quer dizer com 'coloquei para lavar agora'? Eu te pedi para lavar três dias atrás. Você sabe que é a minha camisa da sorte. E eu precisava dela para a reunião de hoje," Harry respondeu bruscamente, indo em direção à sala de jantar.

"Por que você nunca consegue fazer nada certo? Por que sempre tem que estragar tudo? Hoje é um grande dia para mim. O que eu vou vestir agora?"

O rosto de Sara ficou vermelho e ela começou a dar desculpas.

"Para de gritar comigo de manhã, Harry. Eu não tinha roupas brancas suficientes para lavar. Eu só juntei tudo até ter uma carga cheia. E não é a única camisa branca que você tem. Não é um grande problema ou algo assim. Então para de latir, tá bom?"

"Ah, é mesmo? Eu estou latindo? Quer fazer isso agora?"

"Fazer o quê, Harry? Você está fazendo uma cena por uma coisa boba. E ninguém vai se importar com a cor da camisa que você está vestindo quando todos os olhos estiverem voltados para sua maldita apresentação."

"Uma maldita apresentação? Como assim... Você acabou de dizer isso? Você tem ideia de quanto eu ralei dia e noite para esse projeto?"

"Cuidado com as palavras. As crianças...."

"E sabe de uma coisa? Você fica em casa o dia todo fazendo nada," Harry disparou. "É tão difícil lembrar de uma coisa simples? E aquela sua amiga no apartamento de baixo... Tudo o que você faz é fofocar com ela como se fosse resolver o problema do mundo. Tudo o que você faz é Blá Blá Blá e NADA em casa."

"Harry, para com isso. As crianças estão assistindo. Você está assustando elas."

"Ah é? E ninguém te observa quando você está no maldito telefone fofocando o tempo todo com suas amigas. Quem fez o quê... Quem traiu quem... e basicamente fica em casa fazendo nada por aqui? Ninguém vê isso, né, Sara?"

"E sabe de uma coisa? Eu desisto... Não aguento mais essa merda. Você nunca vai ser uma boa esposa se nem uma coisa simples você consegue fazer por mim."

Harry se vestiu com um terno qualquer e saiu de casa, pegando sua maleta.

Enquanto Harry fazia a apresentação do seu projeto, seu telefone vibrava no bolso. A cada toque, seu coração saltava, pensando que Sara havia ligado para pedir desculpas, como sempre fazia quando eles brigavam.

"Essa foi uma apresentação e tanto, Harry. Bom trabalho, cara," parabenizou o chefe de Harry, Sr. Adams. E Harry ficou nas nuvens quando finalmente obteve a promoção dos seus sonhos.

Ele verificou o telefone enquanto dirigia para casa e ficou surpreso ao não ver as ligações ou mensagens de Sara. Ela sempre ligava ou enviava aqueles emojis de coração e carinha sorridente com uma mensagem de desculpas toda vez que brigavam. Mas dessa vez, não havia nada.

"Que estranho! Ainda está brava comigo, hein, querida?" Harry murmurou antes de parar em uma floricultura de beira de estrada e comprar um buquê de rosas brancas, as favoritas de Sara. Ele sorriu com alegria enquanto pegava o elevador para o seu apartamento de luxo no sétimo andar, com vista para o mar.

"Querida, cheguei em casa!" Harry chamou, jogando as chaves na mesa. Mas não houve resposta, apenas a sua própria voz ecoando pelas paredes.

Harry colocou as flores no vaso e procurou em todos os cômodos da casa, mas não havia sinal de sua família.

"Sara, querida...." chamou novamente. "Pessoal? Papai chegou... Cody? Sonny?"

"Onde está todo mundo?"

Agitado, Harry pegou seu telefone para ligar para Sara quando uma carta sobre a mesa de café, segurada por uma caneta vermelha, chamou sua atenção. Ele a pegou tremendo e gaguejou ao ler as palavras: "Quero o divórcio."

Harry afundou no sofá, com a carta pesando em sua mão enquanto ele a lia repetidamente.

"Isso é algum tipo de piada?"

Harry fechou os olhos, esperando que não fosse real. Pegou seu telefone e ligou para Sara.

"Atende... Sara... por favor... atenda," ele sussurrou freneticamente. Mas não houve resposta.

"Onde ela foi? Onde estão as crianças?" ele sussurrou enquanto rolava os contatos para ligar para Zara, a irmã de Sara.

"Oi... a Sara está com você? Eu acabei de chegar em casa e ela não está...." ele falou, apertando os dedos de nervoso.

"A Sara está no hospital agora, Harry."

"O hospital?? O que aconteceu com ela?"

A linha ficou em silêncio enquanto Harry corria para fora de seu apartamento e para as ruas, gritando para um táxi que se aproximava.

"Fique com o troco," ele saiu apressado do táxi e correu para o hospital, seus olhos se movendo freneticamente, procurando por Zara.

"Onde ela está? Oh meu Deus, Zara. O que aconteceu com a Sara? Ela está bem?"

"Sério, Harry? Você está perguntando se ela está bem? Ela está aqui por sua causa... Você fez isso com minha irmã. Você disse a ela que ela não era 'esposa' o suficiente para você?"

"Olha, a gente vai falar sobre isso depois, tá?" Harry então correu para encontrar o médico.

"Dr., minha esposa está bem? Posso vê-la?"

"Foi um ataque leve. Não há com o que se preocupar... Ela está fora de perigo. Mas ela precisa cuidar da saúde agora. Sim, pode ir, mas só tem dez minutos porque ela precisa descansar."

Harry entrou na ala tremendo, tentando forçar um sorriso ao se aproximar de Sara.

"Oi, eu sei que eu... O que eu fiz foi... Olha, me desculpe, e vamos apenas...."

Mas Sara o interrompeu.

"Não seja tão duro consigo mesmo. Você não precisa. Porque sabe o que? Eu não quero mais ouvir isso."

"Querida, por favor, me deixe explicar."

"Eu não quero ouvir nada. Não mais. Eu estou acabada. O divórcio é a única coisa que eu quero."

"O quê? Por quê... Sara, olha, você está brincando... Está exagerando, tá?"

"Por quê? Você está me perguntando por quê?" Sara fez uma careta. "Porque eu enterrei minha vida viva, Harry. Eu tinha ambições, planos... e sonhos. Eu era a melhor da minha turma na faculdade. Várias empresas de design de interiores, muitas delas, ficaram impressionadas com meu portfólio e me convidaram para trabalhar em Nova York."

"Querida, vê, você está complicando tudo. Vamos só para casa e resolver tudo...."

"Cala a boca. Cala a boca," Sara levantou a voz. "Ou simplesmente vá embora se não está pronto para ouvir."

"Eu te escolhi em vez de todas as oportunidades, e isso destruiu minha vida. Você tem uma carreira de sucesso. Você tem respeito na sociedade e reconhecimento como designer de jogos. Mas eu? Você só tem me tratado como um peso. Como um cachorro vivendo em uma gaiola confortável, fazendo as mesmas tarefas repetidas dia após dia. E ainda assim, você tem a cara de pau de me dizer que tudo o que eu faço é nada?"

"Por favor, querida, me desculpe, tá bom?" Harry tentou acalmar Sara. "Olha, tudo o que eu faço é para vocês. Eu quero que a gente seja feliz. Sei que cometi erros... Muitos erros. Mas por favor, me dê uma chance de consertar tudo. A gente pode resolver isso juntos, ok?"

"Não, eu não aguento mais. Não posso ser falsa comigo mesma. Com você. E com as crianças. Tenho 32 anos, mas me sinto como uma velha. Eu simplesmente te odeio, Harry. Você é repulsivo."

"E as crianças, Sara?""Estou em uma situação difícil para poder sustentar eles... Então eles vão ficar com você."

Harry não falou mais nada e saiu furioso do hospital para buscar seus filhos na casa de Zara.

"Papai, quando a mamãe vai voltar para casa? A tia Zara disse que a mamãe está doente. O que aconteceu com a mamãe?" Perguntaram os meninos para Harry.

"Sua mamãe vai voltar muito em breve, meus amores."

"Espero que sim," ele sussurrou para si mesmo.

Quando Harry entrou na cozinha, um cheiro familiar de especiarias invadiu seus sentidos. Ele sempre encontrava Sara preparando o jantar nessa hora. Mas naquele dia, a cozinha estava vazia, com a pia transbordando de louças sujas.

"Ok, então quem quer pizza para o jantar?" ele distraiu as crianças.

Harry pediu a pizza, já que sabia que os meninos adoravam e esperava que isso os animasse.

As crianças riam enquanto devoravam seu sorvete e pizza favoritos. Harry forçou um sorriso, mas lá no fundo, não estava totalmente convencido de que Sara acreditava em tudo o que disse. Ele achava que ela poderia estar passando por uma crise nervosa e esperava que as coisas se resolvessem quando ela se acalmasse.

"...E não deixe os pernilongos te morderem!" Harry riu enquanto dava boa noite aos filhos depois do jantar.

"Mas a parte do divórcio ainda está pesando, cara. Quero dizer... Ela nunca disse algo assim antes," Harry disse para seu amigo Alex em uma ligação mais tarde naquela noite.

"As mulheres são imprevisíveis, amigo. Ela pode ter pirado. Então relaxa."

"Sim, estava pensando o mesmo. Falo contigo depois, cara!"

Harry adormeceu e não acordaria até sentir duas pequenas mãos o sacudindo na manhã seguinte.

"Papai? Papai, acorda. Você tem que nos levar para a escola. Vamos nos atrasar. Papai?"

"Filho, o que você está fazendo na minha...." Harry se levantou, com a saliva escorrendo no travesseiro, e pulou da cama ao ver a hora.

"Santo—!" ele exclamou. "Me dá um minuto, papai. Vou... correr... ir escovar os dentes," ele correu atrás do filho, saiu do quarto e foi direto para o banheiro e depois para a cozinha.

"Ok, pessoal, calcem os sapatos enquanto eu preparo o café da manhã," ele disse aos meninos enquanto corria pela cozinha, pegando os ingredientes para fazer torradas francesas.

Harry jogou o pão embebido em ovo na frigideira quente e correu para arrumar as mochilas da escola e passar sua camisa. E no meio dessa correria, o alarme de fumaça disparou na cozinha.

"Ah, não, a torrada," Harry exclamou, correndo para a cozinha, tossindo e abanando a fumaça. "Ai... Santo... Ai... Ai!" ele se queimou no dedo enquanto tirava a frigideira do fogão e a deixou cair, pulando ao redor da bagunça.

"Papai... Papai, o que está acontecendo?"

"É só o alarme de fumaça. Não se preocupem. Fiquem aí."

Quando Harry desligou o alarme de fumaça, ele sentiu o cheiro de tecido queimado. Ele não fazia ideia de como usar o ferro enquanto tentava consertar sua camisa amassada e se esqueceu dele.

"Ah, não... de novo não," ele correu até a lavanderia e desligou o ferro, aliviado por não ter causado um incêndio.

"Papai, e a torrada francesa? Estamos com fome."

"Desculpem, meninos. Eu só estava tentando... Ok, ouçam, me deem cinco minutos, tá? Vou me arrumar rapidinho e vamos pegar algo gostoso para comer a caminho da escola, beleza?"

Finalmente todos prontos, Harry correu para fora com as crianças. Enquanto as colocava no carro, viu a hora no seu relógio de pulso e percebeu que tinha apenas dez minutos para chegar ao seu escritório e participar de uma reunião importante.

"Ótimo! E agora? A reunião começa em dez minutos e eu ainda estou preso no trânsito. Nunca cheguei atrasado ao trabalho," Harry resmungou, buzinando sem parar.

"Com licença, pessoal. Desculpem! Trânsito, sabe...." Harry se desculpou ao se sentar para a reunião.

"Não vai acontecer de novo, Sr. Adams. Eu prometo," ele apertou a mão do chefe após a reunião e ficou muito envergonhado.

Mais tarde naquele dia, quando chegou em casa depois de pegar seus filhos na escola, Harry esperava encontrar Sara esperando por eles. Achava que ela deixaria as diferenças de lado e voltaria.

Mas uma semana passou, e Sara nunca voltou. Quando Harry destrancou a porta de seu apartamento uma noite após pegar os filhos na escola, percebeu que algo estava errado.

A fragrância fresca do perfume favorito de Sara pairava na sala de estar, e o coração de Harry começou a bater mais rápido.

Ele foi até a cozinha e notou que todas as gavetas e armários estavam meio abertos e quase vazios. A caneca favorita de Sara, com suas iniciais e a estampa da Torre Eiffel, tinha sumido.

Harry seguiu para o quarto deles, e seus piores medos foram confirmados. As roupas de Sara haviam sumido. Seus sapatos, bolsas, cosméticos e fotos dela com os meninos—tudo tinha desaparecido.

"Será que ela me deixou de verdade?" Harry caiu na cama.

"Por favor, Sara...não faça isso comigo...Atende... Atende."

Mas Sara nunca atendeu suas ligações.

"Papai, o que aconteceu com as fotos da mamãe e com as coisas dela?" os meninos distraíram Harry do que tinha se tornado seu pior pesadelo.

"Meninos, tem sorvete de chocolate no congelador. Por favor...me deem um minuto. O papai tem que fazer uma ligação importante, tá?"

"...Ela te contou, não contou, Harry? Você não deu valor à minha irmã. Ah, a propósito, ela não está aqui comigo. Tenho um voo para pegar," disse Zara.

"Isso é alguma brincadeira, Zara? Sua irmã veio aqui. Pegou todas as coisas dela. E me deixou? Com as crianças? Ela pirou?"

A linha ficou muda, e Harry congelou, incapaz de acreditar no que acabara de acontecer. Seus piores medos se tornaram realidade, e ele não sabia como iria lidar com tudo sozinho.

Cinco meses se passaram desde que Sara se foi, e Harry manteve-se ocupado com o trabalho e cuidando dos filhos.

Enquanto isso, o prazo de outro projeto importante se aproximava, mas Harry quase não fez progresso nele. Ele simplesmente não conseguia mais se concentrar no trabalho.

Uma tarde, enquanto Harry corria para pegar os filhos na escola, seu chefe o parou e o convidou para um almoço comemorativo.

"Harry, eu estava pensando se a gente poderia ir ao pub... e tomar uma cerveja agora," disse o Sr. Adams.

"Agora, mas Sr. Adams, eu preciso...."

"Harry, vou te esperar no saguão. Seja rápido."

O chefe parecia incomumente calmo enquanto Harry se sentava em frente a ele no pub.

"Então, Harry," falou o Sr. Adams, bebendo seu drink. "Como você sabe, temos um evento corporativo na próxima semana. Você vai poder ir?"

Harry hesitou por um momento e fez uma pausa antes de beber.

"Desculpe, Sr. Adams. Mas meus filhos têm uma apresentação teatral importante na escola nesse dia. Eu prometi que estaria lá."

"Entendo... Família em primeiro lugar!" o chefe assentiu.

Harry suspirou profundamente antes de tomar um gole, mas seu chefe ainda não tinha terminado.

"Eu queria falar sobre o seu desempenho ultimamente, Harry. Percebemos que você tem chegado atrasado ao trabalho...perdendo prazos. E a qualidade do seu trabalho caiu muito. Somos uma empresa, e estamos aqui por uma causa em comum: Dinheiro. Você entende o que quero dizer?"

O coração de Harry afundou, mas ele ainda sorriu, porque além de ser seu chefe, o Sr. Adams era um bom amigo há anos.

"Você está brincando, Sr. Adams. Então o que vocês planejaram? Mandar embora o melhor desenvolvedor de jogos?" Harry riu.

"Receio que sim."

Harry congelou, colocando o copo de cerveja de volta.

"Sr. Adams... Não, você não pode estar falando sério."

"Desculpe, Harry. Tenho recebido muita pressão da direção. Essa é a decisão deles, não minha. Agradecemos por tudo o que você fez por nós. Mas não temos outra escolha. Vou te dar ótimas recomendações...Tenho certeza de que você encontrará algo logo."

"Sr. Adams, por favor. Ok? Não faça isso. Me diga que é uma de suas piadas idiotas. Eu vou rir até você me pedir para parar. Por favor, não faça isso. Eu preciso desse emprego. E você sabe como isso é importante para mim. Tenho dois filhos para alimentar. Por favor...."

O silêncio de Sr. Adams assombrou Harry, e ele não conseguia acreditar na sua sorte.

"Ok. Obrigado. Você acabou de tirar a chance de um pai de alimentar seus filhos. Muito obrigado," Harry chutou a cadeira atrás dele e saiu furioso do pub.

Enquanto caminhava desanimado pela rua, seu telefone tocou.

"Sara?" Harry exclamou.

"Harry, podemos nos encontrar para uma conversa rápida às cinco? Você sabe...no café onde nós..."

Sara estava sentada no café naquela noite, seus olhos se movendo ao redor enquanto esperava por Harry. Ela apertava a xícara de café com leite, sem saber como contar a razão de sua visita.

Ela respirou fundo e tentou acalmar os nervos quando Harry finalmente chegou.

"Oi!"

"Oi, quanto tempo. Como você está? Como estão os meninos?"

"O que você acha?" sorriu Harry. "O que aconteceu, Sara? Você acabou de se lembrar de nós?"

Sara apertou os lábios. "Eu... Eu estava fazendo terapia. Em Chicago. Na casa de...De uma amiga. Agora estou bem. Perfeitamente bem! Consegui um emprego aqui em Boston. Estou me saindo bem e...."

"Ah, fico feliz em ouvir isso. E?"

"Eu vim falar sobre os meninos."

"O que tem com eles?"

"Eu vim por eles, Harry. Eu... Eu quero a custódia."

"Custódia?? Como você tem coragem? E você ainda tem coragem de exigir isso depois de nos deixar como se não existíssemos."

"Harry, pare. As pessoas estão olhando. Pare."

"Você não pode simplesmente desaparecer e depois voltar para minha vida, exigindo a custódia dos meus filhos. Você não tem direitos."

"Claro que tenho! Eu sou a mãe deles."

"Ah, é mesmo? E você abandonou seus filhos e simplesmente sumiu? Isso é algum tipo de espetáculo? E sabe de uma coisa? Meus filhos não precisam de você. Eles me têm. Já se acostumaram com o meu jeito e não precisam mais de você."

"Isso não é verdade. Eles me amam, e eu sei disso. Você é um mentiroso, Harry. Sempre foi sobre você. Só se importa com você mesmo. Não vou deixar você fazer a mesma coisa com meus filhos. Vou te ver no tribunal muito em breve."

Sara saiu, tendo dito isso, deixando Harry fervendo de raiva enquanto ele quebrava a xícara de café com leite na parede e saía furioso.

Passaram-se alguns dias, e chegou o dia do julgamento. Harry estava nervoso, mas nunca mostrou isso para seus filhos naquela manhã enquanto preparava o café da manhã.

"Papai, posso comer mais macarrão, por favor?" disse Sonny.

"Eu também," acrescentou Cody.

Harry aprendeu a cozinhar bem e fazia quase todas as tarefas sem fazer bagunça como antes. Ele passava os uniformes, arrumava as mochilas e lavava a louça. E não havia mais lanches para o café da manhã.

Harry fazia de tudo para colocar um sorriso no rosto de seus filhos e ainda encontrava tempo para equilibrar seu novo trabalho freelance de edição de vídeos e os filhos.

"Papai ama vocês!" ele beijou os meninos depois de deixá-los fora da escola, suspirando profundamente enquanto eles desapareciam no campus.

Ele então correu para o tribunal, nervoso, mas calmo. Here is the translation into Portuguese:

"....Sr. Wills, o senhor terá o direito de visitar seus filhos e levá-los consigo dois dias por semana. O senhor deverá pagar US$ 860 como pensão alimentícia para seus filhos todo mês. Este caso está encerrado."

Era uma manhã agradável de domingo para todos, exceto para Harry. A chaleira estava no fogão, soltando uma pluma de vapor quente enquanto ele observava seus filhos colocarem seus brinquedos favoritos de Lego na caixa de papelão.

"E aqui estão... os patins de rolimã estão nesta caixa. E Sonny, nada de sorvete depois de deitar, tá bom? E você aí, garotinho... Nada de brigar com seu irmão, ok?"

Os meninos assentiram, com os olhos baixos.

"Papai, a gente não vai viver como uma família feliz como antes? Com a mamãe?"

Harry abraçou seus filhos, tentando ao máximo não chorar. E assim que secretamente deixou as lágrimas caírem enquanto os abraçava, houve uma batida forte na porta.

"Oi!" Harry sorriu para Sara. "Entre."

"Mamãe! Mamãe!" os meninos correram até ela.

"Eu... eu só vou pegar as coisas no quarto deles," Harry se recompôs para pegar as coisas das crianças que seriam levadas pelo elevador.

"Mamãe, sentimos tanto a sua falta."

"Está tudo bem, docinho. Mamãe nunca vai mais deixar vocês. Nunca."

Assim que Sara segurou as mãos dos meninos e se virou para sair, ela parou.

"Querido, o que está acontecendo? Está na hora de ir."

"Você só está nos separando," disse Cody, o mais velho dos dois, ao soltar a mão de Sara e correr para o pai.

"A gente quer a mamãe e o papai," acrescentou Sonny.

Harry gentilmente alisou o cabelo de seus filhos com os dedos e os abraçou mais forte, soltando um suspiro profundo e pesado.

"Está tudo bem, pequenos... Está tudo bem."

Sara não conseguiu mais se segurar. Ela correu em direção a eles e os abraçou, o abraço durando alguns minutos antes de olhar Harry nos olhos.

O que podemos aprender com essa história?

Respeite e valorize seus entes queridos pelo que eles são. Harry e Sara amavam seus filhos e a si mesmos, mas as circunstâncias os separaram devido a desentendimentos e conflitos.

Ouvir um ao outro com a mente e o coração abertos fortalece um relacionamento. Se Harry e Sara tivessem discutido suas falhas e resolvido suas diferenças em vez de se culparem, eles não teriam se separado por seis meses.


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